sábado, 21 de janeiro de 2017

EXAME CONFIRMA FEBRE AMARELA EM MACACOS ENCONTRADOS EM COLATINA E IRUPI


A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) recebeu, na noite desta sexta-feira (20), os primeiros resultados das análises enviadas para o Instituto Evandro Chagas, no Pará. Os exames comprovaram que os macacos encontrados em Irupi e Colatina eram positivos para febre amarela.
"Temos a confirmação de que o Espírito Santo tem a febre amarela silvestre. Nossa estratégia já estava sendo feita prevendo que esse resultado pudesse acontecer. Portanto, a estratégia para essas áreas não muda, as pessoas continuam se vacinando. Vale uma recomendação mais forte para as pessoas que precisam se descolar para essas áreas. Não é recomendável ir para essas áreas de floresta no Estado agora se não estiver vacinado, e se tiver que ir, é necessário usar repelente e roupa de manga cumprida para se proteger do mosquito transmissor. A população também pode ajudar a evitar a febre amarela urbana, eliminando os focos do mosquito Aedes aegypti, responsável por transmitir a doença nas cidades", disse o secretário de Estado da Saúde, Ricardo de Oliveira.
A Sesa já havia adotado medidas preventivas com a vacinação cautelar nos moradores dos municípios que fazem divisa com Minas Gerais e nos municípios onde foram encontrados macacos mortos com suspeita de febre amarela: Água Doce do Norte, Alto Rio Novo, Baixo Guandu, Barra de São Francisco, Brejetuba, Divino de São Lourenço, Dores do Rio Preto, Guaçuí, Ibatiba, Ibitirama, Irupi, Iúna, Laranja da Terra, Mantenópolis, Montanha, Mucurici, Pancas, Afonso Cláudio, Ecoporanga, Colatina, Itaguaçu, Governador Lindenberg, Conceição do Castelo, Venda Nova do Imigrante, São Roque do Canaã e São Gabriel da Palha.
Nesta sexta-feira (20), diante da avaliação diária realizada pelo Gabinete de Monitoramento, esta medida cautelar foi ampliada para 11 novos municípios. Esta decisão levou em consideração a morte de macacos por suspeita de febre amarela em zona de mata dentro do Espírito Santo, além da proximidade geográfica entre esses municípios e a ligação que eles mantêm entre si e com a região capixaba que faz fronteira com Minas Gerais por meio da faixa contínua de floresta.
Para a imunização dos moradores de Marilândia, Domingos Martins, Itarana, Santa Teresa, Castelo, Iconha, Muniz Freire, Águia Branca, São Domingos do Norte, Santa Leopoldina e Santa Maria de Jetibá, a Sesa solicitou 500 mil doses ao Ministério da Saúde. As doses devem chegar na próxima semana.
A orientação da Secretaria de Estado da Saúde é que vacinem primeiro quem mora na zona rural e depois as pessoas que residem na área urbana. Para o restante do Estado, a recomendação de vacinação continua a mesma: apenas pessoas que vão viajar para regiões silvestres, rurais ou de mata localizadas em áreas de risco para febre amarela, inclusive nestes municípios do Espírito Santo, que estão realizando a vacinação cautelar.
Com a confirmação da febre amarela silvestre, a Sesa solicitou ao Ministério da Saúde mais 500 mil doses, totalizando 1 milhão de novas doses da vacina contra a febre amarela, para reforçar a vacinação no Estado.
Quem for viajar para áreas rurais, a Sesa orienta que utilize roupas que protejam contra picadas de insetos: como mangas compridas, calças e sapatos fechados e use repelente.

VACINA

Quem planeja sair do estado ou viajar para a área rural dos 37 municípios do Estado deve se certificar de que está devidamente protegido contra a doença. Por isso, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) orienta o viajante a buscar uma unidade municipal de saúde caso ainda não tenha tomado a primeira dose da vacina ou a dose de reforço 10 anos após a primeira dose. Se for a primeira vez que a pessoa é vacinada, a dose deve ser aplicada pelo menos dez dias antes da viagem para que o organismo produza anticorpo contra a doença.

FEBRE AMARELA

Uma pessoa com febre amarela apresenta, nos primeiros dias, sintomas parecidos com os de uma gripe. Entretanto, esta é uma doença grave, que pode complicar e levar à morte. Os sintomas mais comuns são febre nos primeiros sete dias e mal-estar.
A febre amarela silvestre é transmitida pela picada de mosquitos Haemagogus e Sabethes, que vivem em matas e vegetações à beira dos rios. Quando o mosquito pica um macaco infectado, torna-se capaz de transmitir o vírus a outros macacos e ao homem. A forma silvestre da doença é endêmica nas regiões tropicais da África e das Américas.
Nas cidades, a doença é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue, da zika e da chikungunya. Pessoas que fazem ecoturismo ou que entram em matas por algum outro motivo correm o risco de serem picadas pelo mosquito Haemagogus infectado e contrair a doença. De volta à área urbana, essas pessoas podem ser picadas pelo Aedes aegypti, podendo dar início à reurbanização da doença. O último caso de febre amarela urbana no Brasil ocorreu no Acre em 1942.
Uma vez que a febre amarela no meio urbano é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, eliminar depósitos que possam acumular água é uma das medidas de prevenção. Por isso, é importante que a população escolha um dia fixo da semana para combater o mosquito em casa, e, assim, impedir a proliferação do vetor eliminando seus criadouros.

CASOS SUSPEITOS

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) recebeu a notificação de 11 casos suspeitos e 01 óbito sob investigação com quadro indicativo de febre amarela, febre maculosa, dengue e outras doenças com sintomas semelhantes. As pessoas com casos suspeitos estão internadas e o quadro de saúde delas é estável. Os casos são de zona rural e estão sendo investigados.

AÇÕES

A Secretaria de Estado da Saúde está monitorando a situação epidemiológica. Entre outras ações, está a criação do gabinete de monitoramento; reunião com especialistas; reunião com os prefeitos e secretários municipais de saúde dos municípios; reunião com área técnica da Imunização dos municípios; elaboração do Protocolo de Manejo Clínico; além de capacitações sobre manejo clínico da doença e sobre protocolos de indicação para vacinação.
 FOTO: FRED LOUREIRO/SECOM-ES
O secretário de Estado da Saúde, Ricardo de Oliveira, falou sobre o caso ainda na noite desta sexta-feira (20)

 As informações são da assessoria de imprensa da Sesa-ES

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

FEBRE AMARELA: VACINAÇÃO COMEÇA NESTA SEGUNDA-FEIRA (23) EM PANCAS



VIRGÍLIO BRAGA
JORNALISTA: 0003539/ES
A vacinação contra a febre amarela terá início na próxima segunda-feira (23), em Pancas. Segundo informações, todas as unidades de saúde do município, tanto na zona rural quanto nos dois distritos (Vila Verde e Laginha) e sede, terão pontos de vacinação. Nas unidades o horário será das 08h às 13h00. Também, outro ponto fica localizado na rua Pichara Brandão Sily, no centro de Pancas, no local denominado “Central de Imunização”. Neste local, o horário de vacinação será das 08h às 16h.  Todas as equipes do PSF estarão incluídas no processo. É preciso levar o cartão de vacina. Caso não tenha mais, é preciso ir a uma unidade de saúde para ser confeccionado outro cartão.  O jornal O Mestre vem noticiando, diariamente, a situação sobre a febre amarela e também ouvindo órgãos competentes, no caso, o Ministério da Saúde e a Secretaria de Estado da Saúde. A Secretaria Municipal de Saúde também está se mexendo e engajada em vacinar toda a população panquense. 26 municípios capixabas vão receber a vacina. Desses, 23 estão próximos (fazem limites) ao Estado de Minas Gerais, por isso, acontecerá a vacinação nos mesmos. 350 mil doses foram enviadas pelo Ministério da Saúde ao Espírito Santo. Pancas receberá 27 mil doses, bem mais que sua população atual, 23 mil. Há diversas contraindicações para a população. Conforme já ressaltado pelo Ministério da Saúde, o Espírito Santo não é considerado área de risco para febre amarela, portanto, continua sem recomendação de vacinação contra essa doença e não há motivo para pânico, pois tecnicamente não existe indício que motive o início de vacinação para toda a população do Estado. Essa foi a principal mensagem transmitida pelo secretário de Estado da Saúde, Ricardo de Oliveira, em entrevista coletiva realizada na última terça-feira (17), na sede administrativa da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), na Enseada do Suá, em Vitória. O médico infectologista Lauro Ferreira esteve na coletiva junto com o secretário e com representantes da equipe técnica da Secretaria de Estado da Saúde, entre eles o coordenador do Centro de Emergências em Saúde Pública da Sesa, Gilton Almada, e a coordenadora do Programa Estadual de Imunizações, Danielle Grillo. O infectologista alertou que a vacina não deve ser administrada de forma indiscriminada. “Esta não é uma vacina inofensiva, ela tem contraindicações. Vacinar inadvertidamente pode trazer risco para algumas pessoas, além de afetar o fluxo da vacina para quem precisa. O Ministério da Saúde já enfrentou situações como esta anteriormente porque isto é cíclico no Brasil. Basta ler notícias de anos anteriores que vão encontrar relatos de casos em alguns estados. E a ação é esta: fazer bloqueio na região onde tem caso confirmado, que é o que a Secretaria de Estado da Saúde está fazendo”, detalhou o médico. O secretário Ricardo de Oliveira destacou que não há casos confirmados de humanos ou de macacos infectados pela febre amarela no estado, e que não há registro da doença no Espírito Santo há pelo menos 50 anos. Atualmente, o Brasil tem registros apenas de febre amarela silvestre. Os últimos casos de febre amarela urbana (transmitida pelo Aedes aegypti) foram registrados em 1942, no Acre. “Todas as nossas ações visam proteger a população capixaba. Estou apelando para o bom senso das pessoas. Sempre procurou os postos de vacinação quem precisava viajar para áreas de risco, e a orientação continua sendo esta”, frisou o secretário. Oliveira lembrou, ainda, que os macacos não são os transmissores da doença. A febre amarela é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite dengue, zika e chikungunya. Ele disse que a população pode e deve continuar contribuindo com as ações de combate ao mosquito. “Os macacos não são os vilões. Na verdade, eles são um indicador de que algo está errado e servem de alerta para que possamos monitorar a situação epidemiológica”, comentou. O infectologista Lauro Ferreira complementou salientando que os macacos passíveis de infecção por febre amarela vivem em áreas silvestres, não nas cidades.


Orientação para vacinação contra febre amarela para residentes em área com recomendação da vacina ou viajantes para essa área
CONTRAINDICAÇÕES:
- Crianças menores de 6 meses de idade;
- Pacientes com imunodepressão de qualquer natureza;
- Pacientes infectados pelo HIV com imunossupressão grave;
- Pacientes em tratamento com drogas imunossupressoras (corticosteroides, quimioterapia,radioterapia, imunomoduladores);
- Pacientes submetidos a transplante de órgãos;
- Pacientes com imunodeficiência primária;
- Pacientes com neoplasia;
- Indivíduos com história de reação anafilática relacionada a substâncias presentes na vacina (ovo de galinha e seus derivados, gelatina bovina ou outras);
- Pacientes com história pregressa de doenças do timo (miastenia gravis, timoma, casos de ausência de timo ou remoção cirúrgica);
- A administração deve ser analisada caso a caso na vigência de surtos.

 FOTO: VIRGÍLIO BRAGA
Central de Imunização, que funciona na rua Pichara Brandão Sily, no centro de Pancas

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

FEBRE AMARELA: SECRETARIA DE SAÚDE CONVOCA MUNICÍPIOS A COMBATEREM O AEDES AEGYPTI


A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reuniu, na tarde desta quinta-feira (19), os municípios capixabas que, por enquanto, precisam vacinar somente quem vai viajar para áreas de risco. O secretário da pasta, Ricardo de Oliveira, pediu o apoio dos secretários de saúde desses municípios na intensificação do combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença na área urbana.
“Quem está preocupado com a febre amarela precisa colaborar com a eliminação do Aedes aegypti, que continua sendo encontrado principalmente no ambiente doméstico. Mesmo os municípios que não estão na zona de fronteira com Minas Gerais podem ajudar muito neste momento convocando a população para combater o mosquito, pois assim vamos evitar que a doença chegue até nós”, argumentou o secretário.
Oliveira ressaltou que vacinação é coisa séria. Ele afirmou, ainda, que se o mais adequado fosse vacinar toda a população do Espírito Santo, assim seria feito. “Neste momento, a estratégia é fazer o bloqueio na região próxima a Minas Gerais, onde foram confirmados casos da doença, e nos municípios onde foram encontrados macacos mortos, o que deixa o governo estadual e as administrações municipais em alerta. O objetivo da vacinação de bloqueio é imunizar esse grupo de pessoas que está mais exposto e quebrar a cadeia de transmissão da doença”, detalhou Oliveira.
Participaram também da reunião técnicos da área de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde, entre eles o chefe do Núcleo de Vigilância Ambiental, Roberto Laperrière Junior; a chefe do Núcleo de Vigilância Epidemiológica, Célia Birchler; e a coordenadora do Programa Estadual de Imunizações, Danielle Grillo.
Danielle disse que foi realizada uma reunião com profissionais da área de imunização de todos os municípios capixabas, na manhã desta quinta (19), e foi enfatizado que outras cidades podem ser incluídas na estratégia de vacinação cautelar, caso registrem morte de macacos por suspeita de febre amarela ou tenham casos suspeitos da doença em humanos. Ela reforçou as orientações passadas pelo secretário.
 FOTO: ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO/SESA-ES
Secretário de Estado da Saúde, Ricardo de Oliveira, vem cobrando os municípios capixabas a combaterem o mosquito Aedes Aegypti

ADOLESCENTE QUE DESAPARECEU NA TERÇA É ENCONTRADA EM BELO HORIZONTE, MINAS GERAIS



VIRGÍLIO BRAGA
JORNALISTA: 0003539/ES
 
A adolescente que desapareceu na terça-feira (17), em Vila Verde, distrito de Pancas, apareceu. Kêmily Soares Rosa, de 16 anos, está em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais. Os policiais militares cabo Henrique e soldado Guerra, além do titular da Delegacia de Polícia Civil de Pancas, delegado Renan Alves dos Santos, informaram ao jornal O Mestre, ainda na manhã desta quinta-feira (19), onde Kêmily foi encontrada. A mãe da adolescente, Cleucineia S. Soares Rosa fez uma postagem em seu Facebook informando que ela foi encontrada, além de agradecer a Deus, os familiares e amigos. “Bom dia, gente. Venho aqui agradecer a Deus, primeiramente, e a todos os familiares, os amigos, vizinhos, parentes de longe pelo carinho e atenção que tenho recebido desde que minha filha desapareceu. Gostaria de compartilhar com todos a alegria e o alívio ao dizer que ela foi encontrada e está em segurança e está bem. Ainda não temos muitas informações, mas muito obrigada pela atenção e ajuda de todos”, escreveu a mãe de Kêmily. Segundo o delegado Renan Alves dos Santos, a investigação começa. “Vamos investigar a motivação do sumiço, e quem prestou auxílio”, disse o delegado. Renan Alves não deu maiores detalhes devido ainda não ter ouvido os envolvidos, logicamente, ele ainda não teve prazo devido a ocorrência ter chegado à delegacia, recentemente. Ainda bem que o fim do caso não foi trágico, mas as investigações vão dizer se alguém deve algo.
 FOTO: FACEBOOK
Kêmily Soares Rosa, de 16 anos, foi encontrada em Belo Horizonte, Minas Gerais. Polícia Civil investiga o caso